segunda-feira, 27 de julho de 2009

Mini Conto...

E a pobre menina fez como fazia todos os dias, entrava no metrô lotado, protegida apenas por seus enormes fones de ouvido, sentando-se próxima a saída, e deixave-se dissipar em meio sua tempestade de pensamentos e a música em seus ouvidos.
Mas naquela terça feira, assim como todos os outros dias, sua tormenta de pensamentos foi bruscamente interrompida pelo poderoso tom do verde esmeralda dos olhos daquele rapaz.
O jovem entrou acompanhado por um bando de outros rapazes, os quais, ela não pode ver nenhum claramente, porquê havia sido totalmente tragada pelo brilho da auréola de cabelos loiros, que ao ver dela, adornava o topo do corpo de um ser perfeito. E enquanto ele sorria, ela imaginou que aquele sorriso poderia ter o poder de parar o tempo e curar todas as feridas e mágoas.
Ela pode ver com clareza o momento em que os seus olhos se encontraram, tímidos, e, apos um sorriso sem graça e constrangedor, ele deixando os amigos e vindo até ela, perguntando o seu nome e o que ela estaria ouvindo, e depois de um longo papo agradável, repleto de risadas, ele pedindo o seu número de telefone, marcando um encontro no cinema no dia seguinte.
Após uma semana de encontros românticos, ele finalmente declara o seu amor por ela, seguido pelo primeiro beijo de amor infinito, naquela fonte iluminada ao anoitecer, tendo somente como testemunhas a lua e as estrelas.
E agora com juras de amor enfim trocadas, ela enfrentaria o mundo por ele, e ele conquistaria o mundo por ela...
Se casaram! Não foi preciso uma cerimônia muito chique, apenas os seus amigos mais intimos e respectivas familias. E ele disse emocionado quando a viu naquele vestido de noiva:
- Como você está linda...
Então veio o primeiro filho, e eles trabalharam duro para criarem e edcarem a criança com dignidade e amor, sem deixar que nada faltasse para ele jamais. E vieram mais dois filhos, um lindo casal de gêmeos.
Descobriram que eram os melhores pais do mundo, quando seus filhos crescidos e bem sucedidos, deixaram o lar para construirem suas próprias familias.
E durante todos esses anos, ela agradecia a Deus todos os dias, por ter encontrado este homem, e pela felicidade que havia conquistado ao lado dele.
Até que veio a velhice, e depois a morte, os levando enquanto estavam rodeados por seus filhos, netos e bisnetos, que lembraram deles para sempre com exemplo de amor puro que eles foram...
Mas... ele desceu na próxima parada, e ela sentiu-se realmente triste, porque perdeu o amor de sua vida e porque provavelmente amanhã ela viveria tudo isso outra vez, com algum outro belo rapaz...

3 comentários:

Henrique Sheperd disse...

Oi, Roberto! Como tem passado? Por desventura ainda não nos encontramos no messenger, entretanto, isso porque quase não fico on line devido aos estudos e ao serviço.
Adoro a sua escrita, é tudo tão bem articulado e estruturado. Por isso gostaria de fazer uma proposta: Construir uma série de textos em parceria, já tenho uma ideia base relacionada aos sete pecados capitais. Se você concordar, enviarei o projeto por e-mail. Não é nada grandioso ou o suprassumo de leitura, contudo, acredito que você irá gostar. Continue escrevendo, correndo atrás de seus sonhos e desejos. Não permita jamais que outras pessoas o controlem, o dono do seu destino é você mesmo! É, meu amigo, a vida é bela! Pena que a gente f*de ela!

Abraço forte,
Henrique

Shutting from the Sky disse...

Nossa Henrique...
Muito obrigado pelo elogio, obrigado mesmo!!
E eu topo participar do seu projeto sim \o/
Obrigado mesmo

Tânia disse...

Olá! Como vc disse que era pra comentarmos seus textos, lá vou eu! Seu jeito de escrever nos prende na história, vc deve ter uma bagagem de leitura e tanto pra escrever assim, o texto fica muito interessante! E os temas que vc escolhe são igualmente atraentes. Agora uma opinião (não é critica)a história narrada no mini conto, achei meio fraca, as questões do sonhar acordada, do gostar do inalcançavel são otimas, mas o enrredo em si não as valoriza. Eu achei que as "perspectivas 1 e 2" estavam mais bem trabalhadas.
Mas ó, é só minha opinião, e afinal, que sei eu? Não é mesmo.

Beijos !